
A Sociedade Internacional de Incontinência (ICS) e a Sociedade Internacional de Uroginecologia (IUGA) definem prolapso dos órgãos pélvicos (POP) como o descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior e do ápice da vagina (útero ou cúpula vaginal na mulher histerectomizada). Afetam aproximadamente 25% das mulheres.
Em condições normais, o útero, a bexiga e o reto são mantidos no lugar por uma “rede” de músculos e tecidos que formam o assoalho pélvico. Quando esses tecidos são esticados, ou ficam fragilizados, esses órgãos podem cair. Isto resulta em prolapso de órgão pélvico (POP). Nos casos graves, o prolapso pode aparecer como uma “bola” que chega ou atravessa a abertura da vagina.
Vários fatores de risco estão associados ao POP, como idade acima de 60 anos, multiparidade, aumento da pressão intra-abdominal relacionada à obesidade ou a doenças que levam a esse mecanismo (doença pulmonar obstrutiva crônica, tosse crônica, constipação intestinal), doenças genéticas que causem alteração do colágeno ou elastina (síndrome de Ehlers-Danlos, hipermobilidade articular, síndrome de Marfan), espinha bífida oculta, história familiar de POP. Alguns fatores de risco adquiridos contribuem para a presença de POP como o parto vaginal. O trabalho de parto, na ausência de parto vaginal, parece não estar associado ao aumento da prevalência de POP. Por sua vez, o uso de fórceps durante o parto está associado ao aumento do risco de desenvolver prolapso. O envelhecimento e as mudanças hormonais durante a menopausa também aumentam o risco de prolapsos vaginais.

• Ver ou sentir uma “bola” saindo da vagina.
• Sensação de pressão, desconforto, dor ou plenitude na pelve.
• Pressão pélvica que piora em pé ou ao tossir.
Tratamento:
• Pessários: um dispositivo removível inserido na vagina para apoiar os órgãos pélvicos. Mais utilizado em pacientes com risco cirúrgico elevado ou mesmo nas que não gostariam de se submeter a procedimento cirúrgico.
• Fisioterapia ou Emsella: Terapia muscular do assoalho pélvico para ajudar a fortalecer a pelve. Tem bom resultado para prolapsos iniciais.
• Cirurgia para restaurar o suporte do assoalho pélvico: indicada para a grande maioria dos casos de prolapsos vaginais. Existem várias técnicas cirúrgicas com abordagem por via vaginal ou abdominal (via laparoscópica ou robótica). A indicação cirúrgica vai depender de cada caso em particular. A cirurgia é minimamente invasivas e restabelece a qualidade de vida da paciente.